THE 7 WONDERS OF LISBON

AS 7 MARAVILHAS DE LISBOA

A few years ago there was a worldwide internet vote to select the new seven wonders of the world. The results were announced in Lisbon and that apparently inspired Portugal to conduct a popular vote for its own seven man-made wonders followed by another for the natural wonders. In 2011 it was the “gastronomic wonders” vote, and one has to wonder which wonders are coming up next.
So we’ve made the list of Lisbon’s own marvels, a selection of what’s truly remarkable, outstanding or unique in the city.

Há já alguns anos, houve uma votação mundial pela Internet para a escolha das novas sete maravilhas do mundo. Os resultados foram anunciados em Lisboa e aparentemente isso inspirou Portugal a realizar a sua própria votação e descobrir o que o seu povo escolheria como as suas sete maravilhas. Essa eleição seguiu-se de outra para as maravilhas nacionais da natureza e em 2011 iniciou-se um concurso para as “sete maravilhas da gastronomia.” Com isto, imaginamos que outras votações se seguirão, e por isso adiantamo-nos já, apresentando a lista das sete maravilhas da cidade de Lisboa. É uma lista do que é verdadeiramente notável, extraordinário ou único na capital portuguesa.

Baixa de Lisboa

1| BAIXA POMBALINA

After the earthquake of 1755 destroyed all of central Lisbon, the city’s downtown was rebuilt following unprecedented state-of-the-art urban planning. This was before Haussmann’s redesign of Paris, using a neoclassical style (which became known as “Pombaline”) in a grid of streets. The structures of the buildings were built as a “cage” to make them earthquake-proof and each one was given modern sanitation — something quite rare throughout 18th-century Europe. It was the first time that anti-seismic design and prefabricated building methods were used in such a large scale in the world, and the strikingly modern, broad streets and squares were intended to serve as something of an 18th century shopping mall, each dedicated to a different craft (gold, silver, saddlery…)
Lisbon’s downtown is now recognized as Europe’s first great example of neoclassical design and urban planning, although an advanced state of decay has prevented it from being classified as a World Heritage Site.

Quando o terramoto de 1755 destruiu completamente o centro de Lisboa, a cidade foi reconstruída seguindo um planeamento urbano de vanguarda. Isto antes da Paris redesenhada por Haussmann, apresentando um estilo neoclássico (mais tarde conhecido por “Pombalino”) com ruas largas e rectilíneas. As estruturas dos edifícios foram construídas em “gaiolas” anti-sísmicas e foi colocado saneamento moderno — algo raro na Europa do século XVIII. Este era um planeamento sem precedentes no mundo, sendo a primeira vez que construção anti-sísmica e pré-fabricada era usada numa escala tão grande, de forma tão moderna, com ruas e praças largas a servirem como uma espécie de centro comercial setecentista (cada rua era dedicada a um ofício diferente — ouro, prata, correaria…).
A Baixa de Lisboa é hoje reconhecida como o primeiro exemplo de um grande projeto neoclássico e de planeamento urbano da Europa, mas o seu estado avançado de degradação ainda impede que seja classificada como Património Mundial.

Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa

2| MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

With carvings inspired by India and other then-exotic lands, this World Heritage monument was built in the 16th century thanks to the riches pouring into Portugal from the East. Its extraordinary architecture is in the Manueline style unique to Portugal, and most magnificent of all is the stonework of the cloisters.

Com uma arquitetura inspirada na Índia e em todo o exotismo do Oriente, este monumento Património Mundial foi construído no século XVI, graças à riqueza derivada dos Descobrimentos. A arquitetura Manuelina é sobretudo extraordinária nos claustros, com magníficos elementos decorativos.

Torre de Belém, Lisboa

3| TORRE DE BELÉM

This was just one of three towers that protected Lisbon’s harbor in the 16th century, including an almost-identical one across the river. This one survived the centuries, and although it looks more like a small fantasy castle for a princess, it was always used as a beacon for the city’s famous explorers. Its magnificent architectural details are reminders of the Age of Discovery and it’s protected as a World Heritage Site.

Esta era apenas uma de três torres que protegiam o porto de Lisboa no século XVI, inclindo uma quase idêntica no outro lado do rio. Esta sobreviveu ao tempo, e embora pareça mais um pequeno castelo de uma princesa num conto de fadas, sempre foi usada como “farol” para os navegadores que partiam da cidade. Os seus magníficos detalhes arquitetónicos recordam a época dos Descobrimentos e é um monumento protegido como Património da Humanidade.

Igreja de São Roque, Lisboa

4| CAPELA S. JOÃO BAPTISTA – IGREJA DE SÃO ROQUE

Built in the 16th century, this was one of the world’s first Jesuit churches, deceiving with a very plain façade but with a number of extraordinarily gilded and painted chapels inside. One of them (S. João Baptista) is a unique masterpiece of European art which has become known as “the world’s most expensive chapel,” paid for with the gold discovered in Brazil (at the time a Portuguese colony). Built in Rome in 1742 using only the most precious gems (ivory, lapis lazulli, gold, silver, marble, gilt bronze, agate, porphyry…), the chapel was shipped to Lisbon to be assembled in this church where it can now be seen together with other seven side-chapels equally rich in ornamentation.

Construída no século XVI, esta foi uma das primeiras igrejas jesuítas do mundo, com uma fachada muito simples mas com um interior extraordinário em talha dourada. Uma das suas várias capelas (a de S. João Baptista) é uma obra-prima da arte europeia, conhecida como “a capela mais cara do mundo,” paga com o ouro descoberto no Brasil. Criada em Roma em 1742 usando as maiores preciosidades disponíveis (marfim, lapis lazulli, ouro, mármore, prata, bronze, ágata, pórfiro…), a capela foi depois enviada para Lisboa para ser instalada nesta igreja onde pode agora ser admirada juntamente com outras sete capelas laterais igualmente ricas em ornamentação.

Museu dos Coches, Lisboa

5| COCHE DOS OCEANOS & COCHE DE LISBOA – MUSEU DOS COCHES

While most royal carriages were destroyed over time in most European capitals (especially in Paris after the French Revolution), Portugal’s Queen Amélia had the visionary idea of preserving the ones in Portugal in a museum. Lisbon’s Carriages Museum is therefore now a unique collection in the world, and although there are a few carriages displayed in a couple of other cities such as Vienna, Lisbon’s stands out for assembling ceremonial and promenade vehicles from the 17th to the 19th centuries. It’s the world’s biggest collection, with most being the private property of the royal family.
The museum allows visitors to see the technical and artistic evolution of vehicles before the motor car, and the biggest wonders are the two magnificent ones used in an embassy to France’s Louis XIV and Pope Clement XI. They’re monumentally sculpted and represent the oceans and the glory of Lisbon.

Enquanto a maioria dos coches reais foram destruídos ao longo do tempo na maioria das capitais europeias (sobretudo em Paris durante a Revolução Francesa), a rainha D. Amélia teve a ideia visionária de preservar os seus num museu em Lisboa. O Museu dos Coches tem hoje uma coleção única no mundo, e embora sejam exibidos alguns coches noutras cidades como Viena, o museu de Lisboa destaca-se pelo número de veículos cerimoniais dos séculos XVII ao XIX. É a maior coleção do mundo, tendo sido a maioria propriedade da família real.
O museu permite ver a evolução técnica e artística dos transportes antes do automóvel, sendo as maiores maravilhas dois magníficos veículos usados em embaixadas a Louis XIV de França e ao Papa Clemente XI. São dois exemplos monumentalmente esculpidos e representando os oceanos e a glória de Lisboa.

Museu do Azulejo, Convento da Madre de Deus, Lisboa

6| MUSEU DO AZULEJO – CONVENTO DA MADRE DE DEUS

Ceramic tile art is found all over the Mediterranean, but nowhere else in the world did it evolve as much or as imaginatively as in Portugal. Here, tiles became more than just geometric figures decorating walls, they also depicted historical and cultural images to cover palaces, street signs, and shops. There is only one place in the world where you can follow the history and evolution of this art form, and that’s Lisbon’s Tile Museum. Set in a magnificent 16th convent, this beautiful and unique gallery has a collection of tilework from as far back as Moorish times, and also presents modern examples by contemporary artists.

A arte do azulejo encontra-se por todo o Mediterrâneo, mas em nenhum outro lugar do mundo ela evoluiu tanto ou de forma tão imaginativa como em Portugal. Aqui o azulejo acabou por apresentar mais do que apenas figuras geométricas para a decoração de paredes, revelando também imagens históricas e culturais para forrar palácios, ruas e espaços comerciais.
Existe apenas um lugar no mundo onde se pode ficar a conhecer a história e a evolução desta arte, e esse lugar é em Lisboa. É o Museu do Azulejo, instalado num magnífico convento do século XVI, hoje uma bela e única galeria com uma coleção de azulejos que vai da época muçulmana aos tempos modernos com exemplos criados por artistas contemporâneos.

Aqueduto das Águas Livres, Lisboa

7| AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES

The 1755 earthquake was able to destroy almost an entire city, but it was incapable of knocking down this monumental aqueduct. It stands today as it did in 1746 when it was completed and Lisbon finally able to have drinking water in practically every neighborhood, with reservoirs distributed through different parts of the city. These reservoirs are now used as exhibition spaces, especially the ones in Amoreiras and Principe Real, both part of the Water Museum.
With 109 arches (most in the Gothic style, and the tallest at a record-breaking 65m/213ft high) across a valley, Lisbon’s aqueduct is considered one of the world’s masterpieces of engineering of the Baroque period and one of the most remarkable hydraulic constructions of all time.

O terramoto de 1755 foi capaz de destruir quase toda uma cidade, mas não conseguiu derrubar este aqueduto monumental. Encontra-se hoje como em 1746 quando foi concluído, ano em que Lisboa finalmente conseguiu ter água potável em quase todos os bairros, com reservatórios distribuídos em diferentes pontos da cidade. Esses reservatórios são hoje utilizados como espaços de exposições, especialmente o das Amoreiras e do Príncipe Real, ambos parte do Museu da Água.
Com 109 arcos (a maioria em estilo gótico, e o mais alto com um recorde de 65 metros de altura) a atravessar um vale, o aqueduto de Lisboa é considerado uma das obras-primas da engenharia do período barroco no mundo, e uma das obras hidráulicas mais notáveis de todos os tempos.

Link LINK: http://www.lisbonlux.com/magazine/the-7-wonders-of-lisbon/

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