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DIE ZIET

THE GREAT EARTHQUAKE OF 1755

O GRANDE TERRAMOTO DE 1755

The Fall and Rise of Lisbon

A Queda e o Renascimento de Lisboa
Terreiro do Paço em Lisboa, antes e depois do terramoto de 1755
PRAÇA DO COMÉRCIO BEFORE AND AFTER THE EARTHQUAKE | A PRAÇA DO COMÉRCIO ANTES E DEPOIS DO TERRAMOTO

After three centuries as one of Europe's most vibrant and opulent capitals during the Age of Discovery, Lisbon was almost completely destroyed in one single day: November 1st, 1755. It was All Saints' Day and a violent earthquake (estimated to be a magnitude 9 on the Richter scale) knocked down domes and roofs, crushing hundreds of people who were celebrating that Christian day. A tsunami a short time later put out the fires caused by the many church candles, but destroyed the columns, arches and stones that had remained standing. Many thought it was the wrath of God and refused to abandon the churches, preferring to stay and pray for forgiveness during those Apocalyptic hours. In the end, most of the city was reduced to rubble and tens of thousands of people were dead. It was the end of Lisbon's golden age but also the birth of a new, more enlightened city.


WHAT WAS LOST

Never had a natural disaster received such international attention, as Lisbon's losses had no precedents in Europe (Voltaire, Kant and Goethe all wrote about it). Lisbon was one of the most important ports for European trade with the Americas, Asia and Africa, so it was also an economic disaster for international trade. The royal palace on the waterfront was completely destroyed, as was the new opera house inaugurated just months before as the largest in Europe. Also gone was the Customs Exchange, almost every church and convent, entire squares, government offices, shops and homes.
While buildings could be rebuilt, there were priceless treasures that were impossible to recover. Those included ancient manuscripts, paintings, books, sculptures, tapestries and other works of art that filled the city's palaces. In the Palace of the Marquês de Louriçal alone, a magnificent collection of hundreds of paintings was gone forever, including works by Correggio, Rubens and Titian. Also reduced to ashes were tens of thousands of books and manuscripts from grand libraries (including the Royal Library) such as a history by Emperor Charles V and Hebrew bibles, as well as maps, charts, royal archives and other treasures brought back from Asia and Africa by Portugal's explorers.


WHAT WAS GAINED

Such a great loss of cultural patrimony stirred a desire to rebuild an even grander city. The discovery of gold in Brazil made it seem that it was possible to pay for. The prime minister, the Marquis of Pombal, wanted a new enlightened capital as opposed to the city it had become in the years prior to the earthquake -- a city shackled by dogma and dominated by archaic Catholic orthodoxy that shunned science. Over the foundation of the ruined city would rise a new state-of-the-art Lisbon. It would have modern sanitation and wide streets following strict building codes. This was a singular opportunity for renewal, and Lisbon became a model for the rest of Europe. It was the first time standardized prefabricated buildings were used on such a grand scale, and they came with quake-resistant elasticity. This enlightened town planning was emulated later in Paris by Baron Haussmann and in Barcelona by Ildefons Cerdà. The renaissance and transformation of Lisbon was a prodigious feat and that was thanks to the determined and ruthless Pombal. His statue currently stands at the top of a monument facing the rebuilt downtown. A stroll through Baixa today reveals the new uniform district culminating in the grand riverside Comércio Square.
The new and rebuilt churches were given rich baroque interiors, many embellished with monumental gilding. The richness of Portuguese baroque gave the city a new "golden age" in architecture, with the most exceptional examples being São Roque Church, Santa Catarina Church, and Pena Church.

Foi durante três séculos (na época dos Descobrimentos) uma das capitais mais opulentas da Europa, mas Lisboa ficou quase completamente destruída num único dia: 1 de novembro de 1755. No dia de Todos-os-Santos um violento terramoto (estima-se uma magnitude 9 na escala de Richter) derrubou cúpulas e telhados, esmagando centenas de pessoas que observavam o dia cristão. Um tsunami poucas horas depois conseguiu apagar os fogos causados pelas velas das igrejas, mas destruiu as colunas, arcos e paredes que tinham permanecido de pé. Muitos julgavam tratar-se da ira de Deus e recusaram abandonar as igrejas, preferindo ficar a rezar durante aquelas horas apocalípticas. No fim, grande parte da cidade ficou reduzida a escombros e desapareceram dezenas de milhares de pessoas. Era o fim da época de ouro de Lisboa, mas também o nascimento de uma nova cidade iluminista.


O QUE SE PERDEU

Nenhum outro desastre natural havia atraído tanta atenção internacional, pois o que se perdeu em Lisboa não tinha precedentes na Europa (Voltaire, Kant e Goethe escreveram sobre o acontecimento). Lisboa era um dos portos mais importantes para o comércio europeu com as Américas, Ásia e África, e por isso este foi também um desastre para a economia e para o comércio internacional. O palácio real à beira-rio ficou completamente destruído, assim como a nova ópera inaugurada poucos meses antes como a maior da Europa. Também se perdeu a alfândega, quase todas as igrejas e conventos, praças inteiras, serviços públicos, lojas e casas.
Os edifícios podiam ser reconstruídos, mas tesouros de valores inestimáveis eram impossíveis de recuperar, como manuscritos antigos, pinturas, livros, esculturas, tapeçarias e outras obras de arte que enchiam os palácios da cidade. Só no palácio do Marquês de Louriçal havia uma magnífica coleção de centenas de pinturas de artistas como Correggio, Rubens e Ticiano. Também reduzidos a cinzas foram dezenas de milhares de livros e manuscritos (como uma história do imperador Carlos V e bíblias hebraicas) de grandes bibliotecas (incluindo a Biblioteca Real), assim como mapas, cartas geográficas, arquivos reais e outros tesouros trazidos da Ásia e de África pelos navagadores portugueses.


O QUE SE GANHOU

A enorme perda de património cultural despertou o desejo de reconstruir uma cidade ainda mais grandiosa. A descoberta de ouro no Brasil fez parecer que isso seria possível, e o Marquês de Pombal imaginou uma nova capital iluminista em contraste com a cidade que se tinha tornado antes do terramoto (uma cidade que desprezava a ciência, agarrada a dogmas e a ortodoxia cristã arcaica).
Sobre as ruínas da antiga cidade ergueu-se uma Lisboa vanguardista. Foi colocado saneamento moderno e construíram-se ruas largas seguindo regras de construção rigorosas. Era uma oportunidade única para a renovação da cidade e Lisboa tornou-se um modelo para o resto da Europa. Pela primeira vez edifícios pré-fabricados foram usados em grande escala, e possuíam elasticidade anti-sísmica. Este tipo de planeamento iluminista foi imitado mais tarde em Paris pelo Barão Haussmann e em Barcelona por Ildefons Cerdà.
O renascimento e transformação de Lisboa foi um feito prodigioso que se deveu à determinação e impiedade do Marquês de Pombal. A sua estátua encontra-se atualmente no topo de um monumento virado para a cidade reconstruída. Um passeio pela Baixa de hoje revela um novo centro simétrico culminando na grande praça aberta ao rio, a Praça do Comércio.
Às igrejas reconstruídas foram dados ricos interiores barrocos, muitos deles com ornamentação monumental em talha dourada. A riqueza do barroco nacional deu à cidade uma nova "época de ouro" na arquitetura, sendo os casos mais excepcionais as igrejas de São Roque, de Santa Catarina e da Pena.

Igrejas de Lisboa
IGREJA DO MENINO DE DEUS | CONVENTO DO CARMO

SURVIVORS

The ruins of Carmo Convent is the most evocative reminder of the earthquake's destruction. Almost everything else was rebuilt, and the only two districts that remained largely unscathed were Alfama and Belém. In Alfama is a number of survivors, including St. Christopher's Church, Casa dos Bicos, Menino de Deus Church, Conceição Velha Church and the cathedral. Luckily, two of the city's main landmarks, the Jerónimos Monastery and Belém Tower (both in Belém) also survived, as did the monumental aqueduct.


RECOMMENDED READING
Books about the 1755 earthquake and its effects:

SOBREVIVENTES

As ruínas do Convento do Carmo são o monumento mais evocativo da destruição do terramoto. Quase todo o resto foi reconstruído, e os únicos dois bairros que permaneceram praticamente intactos foram Alfama e Belém. Em Alfama encontram-se vários "sobreviventes," como a Igreja de São Cristóvão, a Casa dos Bicos, a Igreja do Menino de Deus, a Igreja da Conceição Velha e a . Felizmente dois dos principais monumentos da cidade (o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, ambos em Belém) também sobreviveram, assim como o grandioso aqueduto.


LEITURA RECOMENDADA
Livros sobre o terramoto de 1755 e os seus efeitos:

Praça do Comércio e Rua Augusta na Baixa de Lisboa
PRAÇA DO COMÉRCIO | RUA AUGUSTA





What to SEE and DO in Lisbon:
O que VER e FAZER em Lisboa:
A LisbonLux Favorite = A Lisbon must-see sight | A não perder em Lisboa
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